PROJETO RESILIÊNCIA

A trajetória do Mestre Cícero Costha

Cícero Barbosa da Costha, conhecido popularmente como “Cícero Costha” ou “Cissão” para os mais próximos, é nascido em 04 de junho de 1977, em Maceió no estado de Alagoas. Buscando uma vida melhor, mudou-se para São Paulo aos 18 anos para trabalhar como camelô. Um amigo o levou para fazer uma aula de Jiu Jitsu, e a princípio Cícero não gostou. Em uma segunda oportunidade, Cícero foi fazer um treino no Rocian Gracie, que tinha diversos faixas brancas que faziam muita força. Foi o que fez Cícero Costha gostar e ficar.

Cícero permaneceu na faixa branca durante 6 meses, recebendo de seu professor Rocian Gracie a faixa azul. Com 4 meses de azul, Cícero começou a dar aula no Ipiranga, porém o salário de professor não era muito. E para economizar, Cícero ia de bicicleta todos os dias do Ipiranga à praça da Arvore no Centro de São Paulo.

Então um dia Cícero recebeu uma suspensão do seu mestre por um mês por graduar um aluno muito duro para um campeonato que iria rolar. Nesse período ele conheceu o mestre Marco Barbosa, e soube que lá rolava um treino gratuito aberto a todos na parte da manhã. Cícero então cobriu esse mês de castigo treinando no Barbosa.

Quando retornou à sua academia após o mês de suspensão, Na intenção de afinar ainda mais seu Jiu Jitsu, pediu ao seu mestre que pudesse treinar nas duas academias. O mesmo negou o pedido. Então Cícero Costha migrou para a equipe do mestre Marcos Barbosa, onde recebeu das mãos do mesmo, a sua faixa preta.

  • Lutador de jiu-jitsu
  • Lutando jiu-jitsu
  • Lutando jiu-jitsu
  • Lutador de jiu-jitsu
  • Lutando jiu-jitsu
  • Lutador de jiu-jitsu de costas
  • Lutando jiu-jitsu
  • Lutando jiu-jitsu

A origem do Jiu Jitsu no Brasil e no mundo

A história do Jiu Jitsu diz-nos que há várias teorias sobre a verdadeira origem desta arte marcial, mas aquela que cria mais consenso será que terá nascido na Índia e que era praticado pelos monges budistas.

Os monges budistas preocupados com a sua própria segurança teriam então desenvolvido uma técnica não violenta e baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, evitando assim o uso da força e de armas. Com a expansão do budismo o jiu-jitsu percorreu o Sudeste asiático, a China e, finalmente, chegou ao Japão, onde este rapidamente se desenvolveu e popularizou-se.

O Jiu-Jitsu brasileiro ou, lá fora, o Brazilian Jiu-Jitsu ou BJJ (grafado também como jiu-jitsu ou jujutsu) é uma arte marcial de raiz japonesa que se utiliza essencialmente de golpes de alavancas, torções e pressões para levar um oponente ao chão e dominá-lo. Literalmente, jū em japonês significa “suavidade”, “brandura”, e jutsu, “arte”, “técnica”. Daí seu sinônimo literal, “arte suave”. Sua origem secular, como sucede com quase todas as artes marciais ancestrais, não pode ser apontada com precisão. Estilos de luta parecidos foram verificados em diversos povos, da Índia à China, nos séculos III e VIII. O que se sabe é que seu ambiente de desenvolvimento e refinamento foram as escolas de samurais, a casta guerreira do Japão feudal. A finalidade de sua criação se deu pelo fato de que, no campo de batalha ou durante qualquer enfrentamento, um samurai poderia acabar sem suas espadas ou lanças, necessitando, então, de um método de defesa sem armas. Como os golpes traumáticos não se mostravam suficientes nesse ambiente de luta, já que os samurais vestiam armaduras, as quedas e torções começaram a ganhar espaço pela sua eficiência. O Jiu-Jitsu, assim, nascia de sua contraposição ao kenjitsu e outras artes ditas rígidas, em que os combatentes portavam espadas ou outras armas.

Jiu Jitsu chega ao Brasil

A partir do final do século XIX, alguns mestres de jiu-jitsu migraram do Japão para outros Continentes, vivendo do ensino da arte marcial e das lutas que realizavam. Mitsuyo Maeda, conhecido como Conde Koma, foi um deles.

Depois de viajar com sua trupe lutando em vários países da Europa e das Américas, chegou ao Brasil em 1914 e se fixou em Belém do Pará, no ano seguinte, onde conheceu Gastão Gracie.

Pai de oito filhos, cinco homens e três mulheres, Gastão tornou se um entusiasta do jiu-jitsu e levou o mais velho, Carlos, para aprender a luta com o japonês.

Conde Koma na realidade, era “sensei” da escola Kodokan de Judô no Japão e em razão de afinidade e favores prestados por Gastão, começou a transmitir seus conhecimentos à seu filho, Carlos Gracie. Franzino por natureza, aos 15 anos, Carlos Gracie encontrou no jiu-jitsu um meio de realização pessoal. Aos 19, se transferiu para o Rio de Janeiro com a família e adotou a profissão de lutador e professor dessa arte marcial. Viajou para Belo Horizonte e depois para São Paulo, ministrando aulas e vencendo adversários bem mais fortes fisicamente.

Em 1925, voltou ao Rio e abriu a primeira Academia Gracie de Jiu-Jitsu. Convidou seus irmãos Oswaldo e Gastão para assessorá-lo e assumiu a criação dos menores George, com 14 anos, e Hélio, com 12.

Desde então, Carlos passou a transmitir seus conhecimentos aos irmãos, adequando e aperfeiçoando a técnica à compleição física franzina característica de sua família.

Também transmitiu-lhes sua filosofia de vida e conceitos de alimentação natural, sendo um pioneiro na criação de uma dieta especial para atletas, a dieta Gracie, transformando o jiu-jitsu em sinônimo de saúde.

De posse de uma eficiente técnica de defesa pessoal, Carlos Gracie viu no jiu-jitsu um meio para se tornar um homem mais tolerante, respeitoso e autoconfiante. Imbuído de provar a superioridade do jiu-jitsu e formar uma tradição familiar, Carlos Gracie lançou desafios aos grandes. Enfrentando adversários 20, 30 quilos mais pesados. Os Gracie logo adquiriram fama e notoriedade nacional.

Atraídos pelo novo mercado que se abriu em torno do jiu-jitsu, muitos japoneses vieram para o Rio, porém nenhum deles formou uma escola tão sólida quanto a da Academia Gracie pois o jiu-jitsu que praticavam priorizava as quedas e a dos Gracie, o aprimoramento da luta no chão e os golpes de finalização.

Ao modificar as regras internacionais do jiu-jitsu japonês nas lutas que ele e os irmãos realizavam, Carlos Gracie iniciou o primeiro caso de mudança de nacionalidade de uma luta, ou de uma modalidade de esporte, na história esportiva mundial.

Anos depois, a arte marcial japonesa passou a ser denominada de jiu-jitsu brasileiro (Brazilian jiu-jitsu), sendo exportada para o mundo todo, inclusive para o Japão. Os Gracies vieram para o Rio de Janeiro montando a primeira academia brasileira de jiu-jitsu em 1925.

Hélio Gracie é considerado o criador do Gracie Jiu-Jitsu, que devido a seu físico franzino, derrotava os adversários com sua técnica. Segundo Hélio, Carlos foi o maior difusor do Jiu-Jitsu, porém ele, devido a sua dedicação, era o melhor entre os irmãos. Ele era incansável e não se cansava por não usar força, apenas técnica. Hélio transformou o Jiu-Jitsu em mais agressivo e letal.

O estilo desenvolvido por Mestre Hélio Gracie mostrou sua superioridade por mais de 65 anos de lutas nos ringues e tatames.

No dia 25 de abril de 1967, foi fundada a Federação de Jiu-Jitsu do Brasil. Foi feita a partir de cinco clubes fundadores e foi articulada por Hélio Gracie, Álvaro Barreto, João Alberto Barreto e Hélcio Leal Binda.

A Federação da Guanabara era presidida por Hélio Gracie e tinha bases esportivas, regulamentos, etc. A fundação da Federação foi o primeiro passo para tornar o Jiu-Jitsu um esporte e não uma arte de briga. O jiu-jitsu começou a ter uma organização. Foram regulamentadas as ordens das faixas de graduação: branca, azul, roxa, marrom e preta.

As faixas amarela, laranja e verde, só eram concedidas para crianças. Se o praticante fosse maior de 16 anos, iria direto da branca para a azul. Além disso, foram regulamentadas as regras para eventuais campeonatos que fossem ocorrer.

A Origem Das Faixas No Jiu Jitsu

As faixas coloridas nunca fizeram parte da antiga tradição das artes orientais. De acordo com a história, na cultura antiga, o aluno que estudava artes marciais não tinha um tempo pré-determinado para avançar seu grau hierárquico, o mesmo ia evoluindo conforme a sua dedicação e capacidade de assimilação das técnicas ensinadas.

Existe toda uma mística por traz da introdução das faixas nas artes marciais, uma das suposições é de que um novato ficou incomodado porque seu uniforme não parava ajeitado em seu corpo durante os treinos, por isso, ele arrumou uma faixa de tecido branca e fina, para segurá-lo.

Como ele treinou durante anos, a faixa se tornou suja, o que a deixava com a cor preta e isso levou a grande “fama” do faixa preta.

Se essa história é verídica, nós não sabemos...

Historicamente sabemos que a criação das faixas coloridas está diretamente ligada à criação do Judô, que aconteceu na segunda metade do século 19. Jigoro Kano, criador do Judô, é apontado como o responsável pela mudança nos trajes e introdução das faixas nas artes marciais.

Antes de Kano, a veste para se praticar artes marciais consistia em um kimono de peça única, longo e preso por um cinto mais largo.

O uniforme atual para a prática de Judô foi introduzido à arte por Jigoro Kano em 1907, quando o kimono passou a ser dividido em duas peças, uma calça e um casaco (Vagui) além de uma faixa, com a cor que representa o nível de proficiência na arte. Sendo, o Kimono branco, representando a pureza e a simplicidade do praticante.

Inicialmente, as faixas possuíam apenas duas cores. Sendo elas, a branca que significava a inocência do praticante, sem conhecimentos prévios, ou com pouco conteúdo adquirido. Enquanto a outra cor, era preta que representa que o praticante já possui conhecimento considerável.

Somente em 1935, o mestre judoca Mikonosuke Kawaishi, desenvolveu outras cores de faixas com o intuito de motivar seus alunos a alcançarem objetivos maiores. A cultura de um sistema de “recompensa” para os alunos de judô se estendeu as outras artes marciais, chegando até ao Jiu Jitsu.

Apesar da tão famosa declaração do Grande Mestre Hélio Gracie sobre o uso da faixa, no Jiu Jitsu, no Jiu Jitsu a faixa tem significados que vão além do de simplesmente amarrar o uniforme, tanto que é que se tornou objeto de cobiça e ganância que faz com que alguns praticantes, infelizmente, burlem os critérios relacionados ao nível do aprendizado e de tempo para as graduações.

Pra alguns, carregar uma faixa na cintura, mesmo sem ter o conhecimento suficiente para sustenta-la é motivo de muito orgulho. Enquanto para outros a faixa serve como um sinal de honraria e respeito, devido ao grau de hierarquia que a arte nos ensina, sabendo que há muito mais do que interesses pessoais em cada uma daquelas faixas coloridas e por isso sentem tanto orgulho quando as conquistam por mérito.



Árvore Genealógica

Picture of the author


Regras e Disciplinas

Cada Filial, tem um dia de visitas específico (Consultar a filial a ser visitada ou seu professor), deve o aluno pedir ao seu professor, caso haja autorização do mesmo, o professor comunica o professor da unidade a ser visitada no dia correto. E desde que não seja essa visita no horário do treino do mesmo.

Extinguir brincadeiras no tatame. Tatame é sagrado.

Organização e respeito com o professor e graduados.

Kimonos sempre limpos.

Conduta de graduado: Graduado tem sempre que zelar pelo menos graduado.

Todos têm a obrigação de zelar pelos princípios básicos da disciplina do Jiu Jitsu. (Humildade, Disciplina, Respeito.)

É extremamente proibido discussões sobre Religião, política, ou qualquer assunto que possa virar discussão.

Respeito ao graduado. Assim como o graduado tem a obrigação de respeitar o menos graduado.

Silêncio durante as posições passadas.

Se houver dúvidas, consulte sempre o mestre/professor.

Estar sempre com as unhas das mãos e dos pés cortadas.

Só treinar no momento das posições as técnicas que lhe foram ensinadas pelo professor presente.

O aluno ao entrar no tatame cumprimenta primeiramente o mestre ou professor, logo após todos alunos por ordem de graduação maior.

Respeito ao horário do treino, evitando atrasos. Atrasos geram punições que devem ser pagas por TODOS os alunos independente da graduação. (Consulte tabela de cada filial)

Não fique fazendo comparações entre seu Instrutor com outros. Cada instrutor tem características únicas a serem compartilhadas.

Não saia do tatame durante o treino sem antes pedir autorização ao professor.

Desenvolva autodisciplina e cumpra sempre as regras.



Redes sociais

PROJETO SOCIAL RESILIÊNCIA © 2022

Desenvolvidor por Kelvin Newton

ADOTE UM ATLETA!